“Oi, lembra de mim? Eu era aquela menina que um dia você jurou de pés juntos que iria amar pra sempre. Era aquela que você disse que mesmo com o passar dos anos iria continuar do meu lado. Eu era aquela menina que te ligava todos os dias para ouvir sua voz, mesmo não tendo o que falar. Você ainda não lembra de mim? É, eu mudei um pouco na aparência… Mas eu continuo no mesmo lugar, com os mesmos sonhos. Continuo seguindo em frente, continuo usando aquela blusa velha dentro de casa que você ria toda vez que eu a colocava do lado avesso. Eu sei que o tempo passou. Aliás, nem me lembro mais da última vez que liguei meu celular e vi uma mensagem sua, cujo você me mandava todas as manhãs. Eu tô aqui só pra te cobrar o tal pra sempre, o tal amor infinito… Tô aqui pra ver se eu ainda reconheço a pessoa que eu pensava que seria o amor da minha vida. Eu só queria saber pra onde foi todas aquelas juras de amor, todas aquelas lembranças. Será que você arrumou as gavetas do seu coração e jogou tudo isso fora como se fossem papéis velhos? Eu prefiro acreditar que você apenas guardou em um lugar mais seguro (…) Queria que você soubesse que eu não sou mais a sua menina, não sou mais a sua doce garota. Mas eu ainda tô aqui, pronta pra ser a sua nova mulher, a sua grande e eterna mulher. Mas não demora não, porque eu posso embarcar no meu futuro e desistir de te levar.
“— Escrever?
— Não. Limpar a alma.